quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Plantação de Alfazemas
E se não sentiu, há uma grande chance de sentir no futuro.
O fato é que a minha atual fase é de pensar. Analisar.
A verdade mesmo é que a fase é de revolta. Plena e assumida.
E a verdade também é que a vida não é fácil. Aliás, a vida de ninguém é fácil. Alguns têm mais dinheiro que outros, levam mais vantagens, mas a vida não tá fácil pra ninguém.
Então que eu resolvi fazer um exame de consciência e olhei por trás dos meus ombros o monte de coisas que eu plantei. E olha, eu posso dizer que eu plantei coisa pra caramba. Alqueires e mais alqueires de esperanças, perspectivas, sonhos, realizações.
Todo mundo diz que "em se plantando, dá".
Pois é, comigo nada deu. Faz 12 anos que arei meu terreno, comprei as sementes, rego diariamente e me preocupo com as chuvas e estiagens. E da imensidão de sementes plantadas, poucas vingaram.
Ok, não serei tão extremista assim. Algumas vingaram e me alimentam hoje. Mas da imensidão de coisas que mandei para a terra, era pra ter nascido muito, muito mais do que rendeu.
Na maior parte do tempo, pelo menos atualmente, me pego pensando: fui boa filha, boa aluna, boa amiga. E que eu ganhei com isso?
Há quem dia que eu não fiz mais do que a minha obrigação. É obrigação ser boa filha. Obrigadação ser boa aluna. Obrigação ser boa, no que quer que seja. Ter boas intenções, agir com ética, não se deixar corromper. Eu fiz tudo isso, e não ganhei nada em troca. A real, é que não tive reconhecimento. E quando não se tem reconhecimento, o caminho a se seguir é o da prostração. Fico me perguntando do que adiantou tanta dedicação tanto esforço, tanto trabalho se a colheita nunca veio. E nem choveu tanto assim para encharcar a terra. Nem fez tanto calor, não teve erosão. Eu cuidei da terra. Preparei e estudei o terreno, planejei. O solo era o correto, as sementes de boa proscedência e qualidade.
Não é possível!!! O que tá errado?
Minha vontade é de ir lá no meio, revolver a terra e brigar com cada uma das sementes, pra ver qual que é. Pô, sacanagem elas não quererem nascer! Eu fui uma boa mãe. Por que elas não querem nascer? Leva tanto tempo assim? Até quanto tempo vou ter que esperar? O que eu preciso fazer? Onde tenho que mudar?
Pois em meus sonhos, só alfazemas dá.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Perdeu o lugar
- Você tá lá, no supermercado, fazendo as compras do mês.
- Pega tudo que você precisa e vai pro caixa pagar.
- Escolhe um caixa.
- Entra na fila.
Normal, certo?
Tem uma mulher na sua frente, quase acabando de por as compras dela na esteira.
Enquanto isso, você passa os olhos nas revistas que estão na gôndola, lê as manchetes e fica sabendo com antecedência o que vai acontecer nos próximos capítulos da novela de Manoel Carlos.
Nisso, a mulher que está na sua frente, já está pagando as compras com o cartão de crédito dela.
Aí, de repente, não mais que de repente, aparece outra mulher, do nada, com um carrinho abarraotado de tranqueiras e diz que vai passar na sua frente porque ela já estava lá, no seu lugar.
O que você faz?
A) Cede o lugar pra ela, perfeitamente. Afinal, o perispírito dela estava a guardar o lugar na fila e você é a burra da história porque não viu o fantasma. Primeiro porque não perguntou pro espectro dela o que ele estava fazendo ali, e segundo, sequer pensou que um lugar vazio já poderia estar sendo ocupado por outra pessoa que estava a vagar pelo supermercado em busca de um extrato de tomate;
B) Finge que não é com você, afinal, NÃO TINHA NINGUÉM NA FILA quando você embicou o seu carrinho lá;
C) Diz pra criatura que você não é bidu e manda ela se ferrar porque, "ah! vai tomar banho que eu não sou obrigada a saber que tinha alguém na fila se não tinha ninguém ali, sequer um carrinho vazio guardando (ou atrapalhando) o lugar".
Pois eu fiz "B" e "C".
MANO, eu fico fodida com a falta de noção das pessoas!!!
Bicho, quando eu cheguei na merda da fila, não tinha viva alma ocupando espaço. Havia apenas uma mulher passando as suas compras na esteira. Coloco-me, civilizadamente atrás da mulher e fico aguardando a minha vez chegar. E quando chega a minha vez, aparece uma fulaninha que eu nunca vi mais gorda e quer passar na minha frente dizendo que já estava ali???
Ápáputaqueapariu!
Ela:
- Com licença, eu já estava na fila?
Eu:
- Ah é? E cadê você que eu não te vi aqui quando eu cheguei?
- É que eu só fui buscar isso aqui - e chacoalhou a lata de extrato de tomate.
- Desculpa senhora, mas quando EU cheguei aqui, não tinha NINGUÉM segurando o lugar.
- Mas é que eu fui buscar isso aqui - insistiu.
- Sorry, problema seu. Se o lugar estava vazio, você perdeu o lugar.
- Você é muito fina, hein? - falou puta da vida.
- Sou mesmo, e educada também. Porque se eu tivesse que sair daqui pra ir buscar algo que esqueci, quando eu voltasse, JAMAIS quereria tomar o lugar de uma pessoa que sequer sabia que eu estive aqui antes dela. Afinal, o problema é meu em ter esquecido alguma coisa, né? Se você não sabe, nos países desenvolvidos, vide Europa e Estados Unidos, é assim que as pessoas educadas se portam. Se você deixou o seu lugar para fazer outra coisa, saiba que ele esta livre para ser ocupado por outra pessoa.
Eu ADORO calar a boca das pessoas com bons argumentos.
Senso de coletividade ZERO pra fulana!
Vê se pode minha gente! É muita folga! MUITA FOLGA!
Pois na minha frente, NÃO DEIXO PASSAR!!! E com razão.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Retificando
Bom, como de praxe, eu me encontrava na parte de maquiagens, né. E tinha uma funcionária da farmácia me dando informações sobre o mais novo rímel do mercado.
Tá.
O moço chegou perto da moça que estava comigo e pediu:
- Eu queria um "retificador", por favor.
- Como, senhor? - indagou a moça.
- Eu preciso de um retificador, essas coisas de mulher.
- ? - fez a cara da atendente.
- ... - fez a cara do moço.
- Olha senhor, não temos retificador aqui....
- Não tem? Mas é esse negócio que mulher usa, sabe? - insistiu o rapaz.
Aí e me meti. Falei pra atendente:
- Ele deve estar querendo uma base. Ou uma sombra. Um rímel, quem sabe.
Pois me vira a atendente e pergunta:
- Não seria absorvente, o que o senhor procura?
- Não, não, é de passar na cara.
E eu:
- O senhor quer uma base, certo?
- Não, é um retificador que preciso.
E aí, fez-se luz. Retificar é igual a? Corrigir, exatamente:
- O senhor quer um corretivo? - perguntei.
- ISSO!!! Isso! Eu quero um corretivo! - falou animado!
Ai gente, tadinho. Ele queria um simples corretivo. Só isso.
A menina da farmácia traz então umas 500 opções de cores. Corretivos em bastão, líquidos, em potinho. E o desespero do rapaz se consumou. Como que ele iria escolher? Qual era a cor da mulher?
- Oi, psiu, pode me ajudar aqui? - ele me chamou com um aceno.
E então, depois de explicar o que era um corretivo, pra que servia, como usava, ele levou o mais barato porque, né? como pode um corretivo custar mais de 30 reais?
Amigas, nunca pessam para o seu namorado/marido/amante/primo/irmão simplesmente sair e comprar um corretivo pra você. Se preciso for, anote a marca, a cor e tudo mais que você precisa. Deu muito dó ver o cara se esforçando pra explicar o que ele queria.
No fim, ele me agradeceu dizendo (e suando frio):
- Você é um anjo! Muito obrigado! Esse mundo feminino tem muitas opções mesmo. Pra tudo! Fiquei tenso.
Ô dó.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Verdade Branca
Ainda bem.
Imaginou se soubéssemos o que aconteceria conosco? Viver não serviria pra nada. Pelo menos é assim que acho, é assim que eu penso.
Acho que o que vale pra quem reside na Terra, é a tal máxima "fifty-fifty".
Tudo pode acontecer. Com qualquer um. As chances são as mesmas para todos nós. De tragédias à ganhos na loteria, todo mundo está sujeito.
Mas viver ao Deus dará, também não é uma boa; esperando as coisas acontecerem pra gente simplesmente porque o destino já está traçado e contra a vontade divina, nada se pode tentar.
Sem hipocrizia, a cada um de nós é dada uma cruz, nem mais leve nem mais pesada do que conseguimos carregar.
E digo mais: tudo que passamos nessa vida é fruto de como nos portamos, de como agimos. É fruto do nosso caráter, dos nossos sofrimentos, das nossas intenções, sejam elas boas ou más. Em outras palavras, temos o que merecemos. Infelizmente é assim. Ou para outros, ainda bem que é assim.
Eu, tenho muito medo do destino. Não sabemos o que nos espera lá na frente, não sabemos de na-da. O que nos resta é ser corretos com os outros, amar quem de fato amamos. Agradecer o que temos e pedir forças pra prosseguir.
Tenho pra mim, que muito do que nos está reservado entra em uma parcela fifty. Você faz por merecer, e terá o que merece. Bem simples assim, sem qualquer matemática ou química mais elaborada. É mais ou menos o lance do "aqui se faz, aqui se paga". E eu minha gente, quero é pagar pouco porque de miséria já basta a minha conta bancária. Trocando em outras palavras, quanto menos erros eu puder cometer, melhor, pagarei menos se a equação for de fato esta. Susintando ainda mais, não quero sofrer (aliás, quem quer???). E pra não sofrer, há de se pagar um preço. E o preço é bem barato, bem fácil. Basta ser correto. Basta não se deixar corromper. Basta não querer o mal de alguém que te prejudicou. Basta tocar a sua vida na verdade. Porque sejamos razoáveis, a vida não é fácil pra ninguém. Se sobra dinheiro, falta saúde. Se há dinheiro e saúde em abundância, falta amor, harmonia ou inteligência. Enfim, sempre falta algo. E eu acho que a coisa é assim de propósito, para que tenhamos sempre motivação de perseguir um ideal, para que permaneçamos vivos, funcionando.
Muita gente me pergunta porque defendo tanto a verdade. E eu respondo que é porque a verdade está acima de tudo nessa vida. A verdade é intocável, imutável, praticamente uma divindade, como um dos deuses que viviam (ou ainda vivem?) no Olimpo, dotada de poderes absolutos. Contra a verdade ninguém pode. Nem a própria mentira. Porque se alguém mente seja para uma multidão ou para um único ser, ainda assim, a verdade imperará. O ser mentidor, por mais doente e hipócrita, saberá que o que contou é pura mentira. Ou seja, não há meios de esconder a verdade da gente. Se você é o mentiroso, poderá enganar milhares de pessoas, mas lá no fundo, dentro de você, você saberá que o que contou É MENTIRA. E se não tem como mentir pra gente, de que adianta mentir pra muitos?
Toco a minha vida com verdade. E sofro se tenho que mentir porque a mentira fica lá, martelando dentro de mim. Sou daquelas pessoas que não conseguem disfarçar uma opinião. Para não mentir, prefiro o silêncio se a ocasião me cobrar uma resposta. Sou daquelas que não disfarça. Sou daquelas que aniquila quem não me serve, e sigo a vida sem mágoas e sem o menor interesse nos negócios dos outros. Sou daquelas que acredita que só prospera quem trabalha com caráter, com ética, com empenho, profissionalismo e dediação. Sou daquelas que acredita que aqui é sim, um teste pra uma vida melhor. Acredito que a vida é uma transição sim, e merece ser aproveitada com atitudes e boas intenções. Porque de ruim, já basta a gente ter vindo parar neste planeta, pra pagar pecados. Porque basta nosso espírito estar preso à tantas necessidades fisiológicas, à tantas agruras de vida. Porque a gente acredita que tá livre, mas eu acho que tem muito mais liberdade depois daqui.
Cuide dos seus. Cuide da sua vida. Inspire-se em quem de fato tem valor pra você. Busque ser correto, coerente, verdadeiro. Pense positivamente. Tenha esperanças. Almege sem prejdicar. Valorize aqueles que te amam. Agrade àqueles que merecem agrados. Reconheça-se. Tenha calma, paciência. Seja prudente.
Pense antes de proferir palavra. Você está preparado para arcar com as consequências trazidas pelos seus pensamentos? Você está preparado para arcar com a verdade? Algumas vezes ela pode custar caro se usada de forma errada.
Reflita.
E respeite o destino. Respeite o seu destino. Porque no final das contas, é você que escolhe o que lhe está reservado.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Em sendo um casal
Em sendo um casal, digo que posso contar com ele sempre. SEMPRE. É incrível como ele é parceiro, como é generoso e como está disposto a me pagar quantos sorvetes Ofner eu quiser ou como está pronto para ir na padaria me comprar pirulitos.
Em sendo um casal, digo que todas as noites ele me proporciona a maravilhosa sensação de passar as mãos nos meus cabelos até que eu cochile ou parta direto pro sono profundo.
Ele sempre me chama para assistir aquela propaganda que adoro.
Ele canta todas as músicas da novela das 9 substituindo algumas palavras pelo meu nome; e todas as noites me faz companhia para que eu não assista a novela sozinha. Ele não assiste a novela, fica lá, jogando os joguinhos dele no computador, mas esta bem pertinho de mim e decorou todas as músicas, incluíndo a da abertura, pra cantar sempre que peço.
Em sendo um casal, do nada ele pega a viola e toca as músicas que eu mais gosto enquanto me arrumo para depois, sairmos pra almoçar fora.
Ele sempre me lembra de tomar meus remédios.
E MANO, impressionante!!! Se estamos em alguma loja, ele sempre enxerga a peça mais legal! Se distancia de mim, pega a peça (que pode ser uma camisa, vestidinhos ou blusinhas) e vem ostentando o cabide, como se segurasse um troféu, porque ele sabe que eu ficarei enlouquecida! Ele adora me ver feliz e sorrindo!
Ele dá dicas de produção, me ajuda a escolher os brincos que vou usar e sempre passa as mãos dele nas maçãs do meu rosto porque eu com certeza carreguei no blush.
Apesar de gostar dos meus cabelos mais longos, ele super aprovou o corte drástico e emendou dizendo que fiquei com mais cara de moleca.
Quando vamos no shopping, ele adora me levar pra passear na parte que tem os brinquedos e video-games, e ainda diz que vai me botar no trenzinho pra dar uma voltinha. De quebra, diz que vai bater uma foto pra mandar pra minha mãe pra provar pra ela que eu ainda não cresci.
Ele diz que não quer que eu cresça, que me prefere assim, menina.
Ele diz que curte muito quando uso os vestidos coloridos. Ele diz que adora me ver de "tic-tacs", pirainhas e lacinhos na cabeça. Ele diz que sou primaveril e que só ele conhece bem esse meu lado leve e colorido de ser.
E em sendo um casal, eu digo que ele faz da minha vida, uma coisa simples, limpa e fácil de ser vivida. Porque ele é assim, humano, humilde, gentil e todas essas qualidades dele me deixam mais sensível.
Eu me apaixono por ele todos os dias. Me apaixono por tudo de bom que ele é e por tudo de bom que ele me faz ser.
E nunca me canso disto.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Tá estranho...
Pra mim, tudo tá bom. Dia desses, pedi uma baked potato no América, a batata veio com uma PEDRA (sim, era uma PEDRA!), eu comi metade da pedra, chamei o gerente e nem xiliquei. Deixei a pedra lá, pra eles, e emendei dizendo que se fosse uma criança seria pior. Sorte que não quebrou meu dente. E findo. Toquei pra fente. O namorado até estranhou, disse que não era eu. Que em tempos passados, eu teria levantando e anunciado aos demais clientes que olhassem devidamente a comida que comiam porque eu fui contemplada com uma pedra e qualquer um poderia estar comendo cabelos, penas ou coisas piores.
Mas não, eu não fiz nada disso. Voltei pra casa com o dente inteiro, o que me bastou.
Não sei, mas talvez seja o calor. Eu fico meio monga no calor. Sabe aquela vibe do "nem te ligo"?
A TPM então, sumiu! Escafedeu-se! Não me irrito, não sinto vontade de comer doces, não inchei. Nada. Tô me sentindo em um quarto escuro e vazio. Tipows, como assim? Eu convivo com a minha TPM desde os 14 anos de idade! Nunca fiquei sem ela, não tô acostumada.
Na boa? Quero minha TPM de volta! Não nasci para ser condescendente nem para aceitar as coisas com facilidade.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Suave
Os dias estão mais claros, tem mais luz, dá pra enxergar as coisas com mais nitidez. Eu por exemplo, olho pra onde quero e enxergo um pouco além. Além demais, eu diria.
Hoje de manhã, desci as escadas e dei de cara com a porta da vizinha de baixo. E a porta cheirava a café bem passado. Se duvidar, nem tinha sido coado de todo. Lembrei-me com felicidade da época que eu levantava às 5:30am só pra fazer café pra papai. Morria de dó de deixá-lo ir trabalhar com o café morno e insosso do lanche da tarde de ontem. Bateu uma alegria da lembrança... Já disse que não me permito sentir saudades de coisas boas...
Aí que semana passada, acordei sem o despertador tocar, só com os frisos de luz que entravam pela janela enorme lá de casa e eram gentilmente projetados no teto do quarto. Era uma luz tão linda, tão dourada, tão pura...Tentei uma foto, mas não é a mesma coisa que ver ao vivo, assim, quando se acorda. É meio que um presente da manhã. O sol apareceu e nos eperava lá fora.
Reparei que estou num ritmo cor de rosa, mais ou menos quando se espera um bebê. Uma menina.
Não, não tô grávida, mas o cor de rosa na minha vida tá pulsando como jamais aconteceu. De repente, PAH!, cor de rosa em tudo. Acho que é um pouco de delicadeza, serenidade agraciando meu coração. Tava precisando de cor de rosa mesmo. Ainda mais porque me embrenhei numas de viver a vida a ferro e fogo e a realidade é dura e cruel demais pra um ser já tão visceral como eu. Tem que ter um contra-ponto.
Aí que outro dia também, indo pro trabalho, deparo-me com um sabiá, no meio do meu caminho, segurando eufórico uma minhocona no bico, todo saltitante e feliz porque o almoço tava garantido. Coisa mais linda! Dava pra sentir a felicidade do bichinho. E do nada, meu olho encheu de água.
Daí que lá em casa, tem uma árvore que quase entra na sala. Ao entardecer ela pinta, com a sombras das suas folhas mais o brilho do sol que morre, painéis lindíssimos que são projetados na parede que dá pra cozinha. E eu fico maravilhada, adimirando os nuances da pintura a medida que o sol se põe.
E esta árvore trás frescor, trás periquitos e até um ninho de joaninhas que sairam dos ovinhos anteontem.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Decidi
Sem pecisar de tanto dinheiro assim. Sem precisar de conhecer o mundo inteiro. Sem a necessidade de saber o que é andar de Ferrari.
Serei feliz andando à pé, consumindo o que me cabe.
Serei feliz buscando a minha realização profissional. Sempre. Porque eu sou um saco sem fundo e quero cada vez mais. Serei assim porque esta é a minha vontade, e eu aprendi a fazer somente aquilo que quero.
Decidi que vou manter meus defeitos, que vou continuar sendo ultrajante. Que não deixarei de falar o que penso/quero.
Decidi que é na experiência dos outros que vou me basear. Porque as coisas têm um certo jeito de acontecer, independente de com quem seja.
Decidi que cedo ou tarde terei um bicho lá em casa. De preferência, um bichano.
Dedicar-me-ei a aceitar os dias nublado. E os chuvosos também.
Vou me contentar com um banho gelado na falta de uma piscina. E dormirei no chão na falta de um ar condicionado.
Sonharei com o mar sempre que tiver vontade de vê-lo mas me faltarem condições de caminhar até ele.
Decidi falar menos (menos ainda), e obsevar cada vez mais. Mais do que for possível, mais do que permitirem. Porque eu gosto é do meu canto e da minha zona de conforto. E minha real opinião, só a poucos oferecerei.
Decidi fazer exames de 6 em 6 meses. Porque é pra isso que eu pago um plano de saúde. Então, vou usá-lo. E se eu não gostar do médico, vou procurar por outro. E mais outro. Até acertar.
Decidi manter meus cabelos brancos por mais tempo. Envelhecerei olhando para eles. Eu gosto do meu cabelo assim, meio meio-a-meio.
Decidi deixar a franja crescer. Pra depois poder cortá-la e assim, deixá-la crescer novamente.
Decidi que sábados e domingos serão dias de alforria. Não vale a pena passar a vida inteira presa.
Decidi só cores vivas nas unhas. E todas as semanas as comporei sem falta.
Usarei cada vez mais cores. Aliás, faz tempo que abandonei o preto.
Decidi, conversar mais com Deus. Um dia, ele responde. Com certeza.
Isso tudo, porque a vida leva tempo.
Pouco tempo.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Quando a falha tá no caráter
A verdade é que eu tinha ingenuidade de mais e malícia de menos. Muito menos.
Daí que fui viver a vida, tomei umas na cara e aprendi a reconhecer quem tem bom caráter e quem de fato é um(a) FDP.
E bicho, vou falar que hoje, pra mim é muito nítido quem tem caráter, quem não tem, e aqueles que ainda têm o caráter falho.
Posso afirmar por experiência que o que mais tem por aí é gente com falha de caráter. MANO, tem aos baldes!
O caráter nada mais é do que a índole e temperamento das pessoas. São as características que mais falam sobre os indivíduos. Dá pra sacar o caráter de alguém pela forma que se porta, se a pessoa é agressiva, se calma, se tem fúria ou é inteirinha dotada de dissimulação. Dá pra sacar o caráter de uma pessoa com pouco ou nenhum convívio. Eu tenho dessas, acabei de conhecer o indivíduo(a) e já tô julgando. E julgo mesmo. Como diria um amigo meu, "a melhor das opções é desconfiar. Sempre".
E o que mais tem espalhado por aí é gente dissimulada. Jesus acode!
O pior é que nêgo(a) se vale de dissimulação, acha que tá abafando e sequer se dá conta de que está sendo desprezado.
Acho também, que caráter se constrói. Agora índole benhê, ou você nasce com a boa, ou com a ruim (a famosa má índole). Porque pra índole, não tem meio termo, sem essas de índole duvidosa.
Posso falar por mim. E só por mim.
Nêgo de má índole e caráter falho é aquele que mente. Principalmente aquele que mente. Porque mentira também não tem meio do caminho. Não existe mentira boa ou mentira ruim. Assim como também não existem meias verdades.
Caráter pra mim, é assumir seus gostos e bancar com fé aquilo que se acredita, seja em casa, na família, no trabalho, na casa de amigos. E sem medo de assumir suas verdades. Caráter pra mim, é assumir erros também, ter vontade de prosperar sem precisar denegrir, sem pejudicar ninguém. Sabe aquele(a) colega que vive puxando seu tapete? Basta um escorregãozinho seu pra ele(a) correr pro chefe e apontar de forma bem sutil sua falha. Sabe aquele(a) seu primo(a) que se vale das suas fragilidades para te chantagear diante da família? Todos com problema crônico de falha de caráter. Problema este, sem cura ou vacina. Sabe aquela sua amiga que hoje pensa X e amanhã se vale do Y?
Acho que caráter tá muito associado à confiança, credibilidade. E pra tanto, há de se aceitar, como se é, com todos os seus erros, defeitos. Para ter caráter, há de se ter PALAVRA e bancá-la com fervor, independente da situação. Para ter caráter, há de se ter VERDADE, e caminhar de mãos dadas com ela até o fim, passando por cima de quem for, ferindo quem precisar, porque com a verdade, a real verdade, ninguém pode. Para ter caráter, é preciso ser humilde mas isso não significa ser molenga diante dos inimigos. Quem tem caráter encara seus adversários com força, com coragem. Quem tem caráter não se deixa influenciar, escuta e escolhe um lado pra si. Quem tem caráter, banca sua opinião, encara a vida, sai da casca, desafia, erra, mas não sucumbe nunca e jamais se deixa corromper.
Porque uma hora meu filho(a), a acariação será de você pra você mesmo(a). E aí MANO, quero ver você fugir das cagadas que fez nesta vida. Quero ver você explicar pra você mesmo(a) que o erro é congênito porque afinal, não se escolhe o tipo de caráter que iremos ter na vida. Aí filhão, aí filhona, quero ver você mentir pra si mesma.
Aliás, já tentou mentir pra si? Pois é, não dá né. Você pode contar a maior e melhor mentira da galáxia, pode convencer milhões de pessoas (como nossos políticos fazem muito bem), mas dentre esse milhão de gente, uma delas saberá que o que você contou, não passa de uma mentira burra e feia. Essa única pessoa que saberá da presepada toda, da mentirada fedida, essa pessoa é VOCÊ. Dá pra mentir muito, só não dá pra mentir pra si. E aí eu pergunto: qual a graça de enganar um monte de gente se você não consegue enganar a si? Puta perda de tempo e desperdício de energia.
Em sendo assim, escolhe um caminho nesta vida e segue por ele. E só por ele. Evita sofrimentos, evita inverdades, evita constrangimentos. Até vilões podem ter bom caráter! O problema é quando ele falha. Porque quando a falha tá no caráter, periga ser assim por encarnações e encarnações, enquanto se viver neste planeta.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Bola pra frente
Como as pessoas são surpreendentes!
Quando você acha que faz diferença na vida de alguém, alguma coisa acontece e tudo faz-se claro. Suas impressões são completamente erradas e você se decepciona de uma forma ardida e dolorida.
Aprendi a ter poucas expectativas nesta vida, a não esperar muito dos outros.
Mas de alguns poucos eu espero, ou esperava, alguma consideração sim. Afinal, sei que fiz a diferença, de alguma forma, na vida deles.
Cobrança é meio inevitável numa relação de amizade. Precisa haver cumplicidade, afinidade, boa vontade entre as partes. Se isso não existe mais de um dos lados, acabou babe. Fim.
E pela enésima vez, é isso que me acontece. De novo. Again.
Mas, bola pra frente porque se alguém saiu, sobrou lugar pra outro entrar.
sábado, 24 de outubro de 2009
Estou pedindo pra chover
Sabe quando você tem vontade, mas não sabe exatamente de quê?
Sabe quando o impulso é comprar doses de ânimo embalados em sachês de chá?
Assim, saca quando você vê milhares de possibilidades mas nenhuma atente com sucesso suas expectativas?
Saca quando as coisas perdem a graça e tornam-se comuns demais?
Manja quando você tenta, tenta, tenta e ainda assim, não surte efeito?
Sabe quando você sente que, mesmo nada acontecendo, ainda assim, terá forças para resistir?
Entende quando dá aquela ira quando você olha para trás do seu passado, contabiliza os anos e entende que, talvez, seus sonhos jamais serão sonhados? Simplesmente porque o tempo de viver os sonhos acabou, ficou no passado etéreo?
Já parou pra pensar?
Será mesmo que tem que que ser assim? Por que é assim-assim?
Cadê a cartilha da vida?
Será mesmo que todo mundo sente parecido, mesmo tendo experiências distintas? Será que o "sentir" é igual para todos?
O meu por que é igual ao seu?
Em que capítulo entra o "E se?"?
"E se" eu tivesse escolhido seguir em frente na bifurcação?
Seria o "E se?" um fantasma a nos perturbar?
Pra quê tanta perturbação? O que ganhamos com isso? Ou, o que perdemos? Ou ainda, o que deixamos de ganhar, ou perder?
Tem razão pra tudo nesta vida? Seria a vida uma ampulheta cronometrada de forma inversa?
Por que a gente precisa de tantas coisas materiais?
Abre o jogo: qual é a provação?
O que de fato enobrece nossas almas? Teriam nossas almas o direito de serem "enobrecidas"?
Desisto de certas coisas. Porque a gente não tem que ter vergonha de dizer que desistiu.
Desisti porque não encontro respostas. E se tentei de tudo que estava ao meu alcance, e ainda assim, nada aconteceu, é porque as coisas hão de cair no meu colo, sem esforços, conflitos, sofrimentos. Porque eu acredito que sim, as coisas caem do céu. Caem do céu quando todas as alternativas foram checadas e todas as tentativas se esgotaram.
Então, que venha a chuva. E pela primeira vez na minha vida, peço chuva. Muita chuva. Chuva para o meu espírito, chuva para o meu futuro. Chuva para me molhar e fazer dormir tranquila. Porque é com tranquilidade que se sonha de verdade.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Imparcial
Tenho poucos amigos.
E os que tenho, trato de guardar no bolso, com todo meu respeito e carinho.
É trsite quando você fica feliz pelos outros, demonstra genuinamente a felicidade que está sentindo e sequer recebe o reconhecimento.
Sou daquelas que vibra pela conquista de uma pessoa querida. Fico realmente feliz, como se fosse comigo.
Mas quando a pessoa não dá bola, nem se habilita, dá uma tristeza...
É como se a sua alegria não significasse nada, como se não somasse nada.
Eu sou sensível assim.
E é por este, entre outros motivos, que cada vez mais, me sinto imparcial. Tornei-me imparcial, o que leva os próximos a crer que tornei-me uma pessoa fria, distante.
E é verdade. Porque não vale a pena você se alegrar pela conquista de alguém que sequer sabe que você está ali.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Em Busca da luz - II
E Ade me enviou um e-mail super querido, disponibilizando o texto para publicação.
Ade, muito obrigada pelo retorno, e obrigadíssima por me permitir transcrever seu texto neste espaço. Um beijão pra você.
E a quem possa interessar, segue o texto, na íntegra, falando sobre os vampiros que convivem com a gente.
"Vampiros nos dias atuais
Eles existem sim, e o sangue que para muitas culturas é vida, é a forma com a qual os filmes nos mostram como esses espíritos inferiores usam para nos sugar “vida”.
Os verdadeiros vampiros são pessoas aparentemente comuns, sem problemas com a luz solar, alho, crucifixos ou estacas de madeira, são pessoas que podem estar fazendo parte do nosso dia-a-dia, podem ser parentes, amigos, vizinhos, colegas de trabalho, lideres ou membros ativos de diversas religiões, ou mesmo alguém que passa por nós e de alguma forma nos faz sentir “diferentes” confusos por alguns momentos.
São pessoas que possuem muita energia negativa e para poderem se manter ativas, na maioria das vezes inconscientemente estão sugando nossa energia vital (em poucos casos esses vampiros agem de forma deliberada), sugando a energia necessária para poderem se manter em plena atividade social, profissional e familiar. Se notar que quando determinada pessoa se aproxima, você começa a sentir cansaço, sonolência, ou qualquer outra manifestação de mal estar físico ou mesmo psicológico como tristeza, angústia, medo, insegurança, saiba que essa pessoa é um dos vários tipos de vampiro que existem.
São pessoas negativas que precisam estar em constante contato com pessoas positivas, alegres, bem humoradas para sugarem a energia suficiente para aparentarem ser também “espíritos iluminados”, como se também tivessem vida realmente saudável e construtiva.
Esses vampiros necessitam sempre fantasiar mundos diferentes dos quais realmente habitam, são tendenciosamente pessoas mentirosas (que acreditam nas suas próprias mentiras), inseguras, indecisas, que se julgam sempre superiores de alguma forma, gostam de se expor publicamente, se consideram verdadeiros “Narcisos”, achando que serão sempre estimados pelos que os cercam, acreditam que as pessoas a sua volta não sobreviveriam sem sua presença, mas ao contrário disto são esses “vampiros” os que mais necessitam de vida social muito ativa para poderem se manter ativos e “vivos”.
Como a sabedoria divina protege os espíritos iluminados, esses de alguma forma conseguem encontrar um meio de se afastar desses vampiros seja por rompimento de relações, mudança de domicílio ou qualquer outra forma de afastamento físico, mas a casos em que uma pessoa de energia positiva fica tão enfraquecida ao conviver com um vampiro que não consegue se afastar passando a viver em função do mesmo como se não tivesse vontade própria, e é necessário muitas vezes que alguém lhe alerte sobre o problema do contrário passará a ser sempre o "alimento" deste "predador espiritual". Também a ocasiões em que basta essa pessoa se afastar por um ou dois dias do vampiro para saber que algo está errado e poder se reencontrar, energizando novamente sua alma e seu espírito de forma a perceber a verdade.
Vampiros são pessoas que se apaixonam rapidamente e da mesma forma esquecem as paixões que tiveram, precisam mudar constantemente de companheiro, ou se comprometidos numa relação mais séria tendem a ser sempre infiéis, buscando sempre novas fontes de energia. Não são somente os homens que pertecem a essa classe de vampiros sociais, entre as mulheres também a um grande número de vampiras, essas normalmente se prostituem ou tem comportamento liberal em demasia, tendem aos vícios, a vulgaridade, sem se preocupar com as conseqüências que poderão trazer até mesmo a seus filhos. Nem por isso podemos dizer que vampiros gerem vampiros, a muitos chefes de família que sequer percebem que estão vampirizando seus rebentos, destruindo seus lares, pondo em risco o bem estar físico e espiritual daqueles que convivem com eles.
Vampirismo é uma doença espiritual que vem da falta de paz interior, são seres que nunca sabem porquê ou para que estão neste mundo, imaginam sempre que pertencem a outro lugar, outra dimensão, não sabem ao certo os rumos a tomar, querem ser amados, mas não conseguem retribuir o sentimento, vivem de falsas aparências, prometem coisas que nunca irão cumprir, fazem planos que nunca realizarão, não tem equilíbrio psicológico e nunca são constantes nas suas decisões.
Somente pessoas com "espírito altamente iluminado” podem auxiliar esses “espíritos inferiores” na sua cura, ou a de alguma forma amenizar as conseqüências de seus atos, atitudes lhes "cedendo espontaneamente parte de sua luz, sua fé, seu auto-conhecimento das virtudes espirituais".
Adelaide Wlodkovski
Código do texto: T507686"
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Invenções da indústria alimentícia
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Ainda bem
O sol faltou à escola. São Pedro fechou a cara.
Fez frio.
Deu preguiça pós feriado.
Algumas chatices...
Mas ainda bem que eu tenho você. Pra voltar pra casa comigo.
Você, que insistentemente me cobra as refeições que pulo por esquecimento, e está sempre com boa vontade de subir até a padaria da rua de cima para comprar os pãezinhos petiticos que eu mais gosto.
Ainda bem que você está lá, todo dia pra me cobrir.
Ainda bem que eu tenho você para me ensinar coisas variadas, interessantes. Você, que vive garimpando na net os assuntos que eu mais gosto, só pra me ver contente.
Você que tem carinho transbordando e me ouve com toda a sua paz nos meus momentos de estouro.
Você, sempre tão paciente, condescendente, generoso e gentil.
Você, que sempre antes de me beijar a boca, beija a ponta do meu nariz.
Você, sempre tão sereno diante das dificuldades. Sempre confiante e seguro, o que me conforta horrores.
Você, que lembra-se de mim, onde quer que vá.
Você, que sempre me compra doces e chicletes, pra ver meu sorriso de criança, de orelha a orelha.
Você, que me preserva e resguarda.
Você, que é a minha cabeça fria e minha fé.
Ainda bem que te tenho. Porque toda vez que olho pro lado, vejo seu sono tranquilo e me dá mais vontade de te ter aqui.
Porque a sua calma me pacifica. Porque a sua energia é retilínea e uniforme, crescendo em progressão geométrica.
Porque você me olha com intensidade e toda vez que isso acontece, vejo o quão evoluido você é. Vejo o quão sou privilegida por ter a chance de conviver contigo.
Porque tem muito mais que amor entre nós (e você sabe disso).
Ainda bem que eu tenho você aqui, pertinho de mim.
Porque é bom demais ser amada assim, como você demonstra todos os dias. Eu sinto toda essa energia vital que vem de você, com verdade, com pureza.
Porque você é excelente e nunca fui capaz de admirar tanto outra pessoa, como admiro você.
Você, que tanto me incentiva, que tanto acredita em mim. Que é a minha barreira, minha proteção, meu futuro.
Sim, você é pra sempre, o meu futuro.
Ainda bem.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Dica - Evite um enfarte
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Inusitado!
Marge agora é capa da Playboy. Como será que o Homer reagiu à notícia?
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Em busca da luz
Sou seguidora de vários outros blogs e embora não comente com frequência, sempre visito-os e sempre me farto de boas informações, bons exemplos, coisas boas.
Visitei o Salada Mista ontem, da super bem humorada Elise e dei de cara com uma coisa que acontece muito comigo: o vampirismo.
Não vou entrar no mérito precisamente porque né, são coisas que só eu sinto. Mas o fato é que uma mocinha (Ana) deixou nos comentários de um dos posts da Elise, o link para uma página com um texto muito elucidativo falando sobre os vampiros de hoje.
O texto é protegido (certíssimo! tem que proteger mesmo!), mas o link está aqui, no Recanto das Letras, caso se interesse e caso queria saber mais sobre esses seres que sorvem tanta energia por aí e que são humanos, assim como eu, assim como vocês.
O texto diz que geralmente os vampiros são pessoas negativas, que precisam de atenção e se esforçam para serem notadas.
Achei muito interessante pois a autora do texto (Ade Wlod), diz que o combate mais eficaz para os vampiros é a oração.
Enfim, o texto diz tudo e achei importante ressaltar aqui visto que todos nós estamos sujeitos a ter nossa energia roubada por almas mais necessistadas, perdidas.
E deixar o link aqui, é uma forma de recorrer ao texto quando eu precisar.
Orem pessoas, orem sempre. Do seu jeito.
E procurem estar no caminho do bem.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Because The Time is Now
E pra quem gostou da música, que aliás, é o que eu acho que dá um toque todo especial na campanha, a moça lindíssima que canta é uma sueca talentosíssima: Asha Ali.
Já decorei a música!
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Sobre os grandes exemplos
Papai é um querido. Queridíssimo.
As vezes, ficamos sem nos falar 2, 3 semanas. Mas ele vive bem próximo de mim. Está presente em meus pensamentos e orações. Está presente na minha educação, na minha honestidade e franqueza (herança dele) e no meu caráter.
Este ano, completa 59 anos. 59 anos de muita vida. E como está bonito! Nem é porque é meu pai, ele é lindo mesmo. Alto, forte (digo, malhado), cabelos lisos e grisalhos, olhos expressivos, pele alva. E uma força de vida incrível! Como tem disposição e luz! Ao contrário de mim que sou caramujo e que, se não tem sol lá fora, fico encarangada e atenho-me às cobertas.
Papai não. Papai vai fazer cooper depois de 72 horas de plantão numa UTI. Papai vai pra academia depois das aulas da pós graduação. Papai é 6º Dan do karatê Goju Ryu. Papai viaja fazendo congressos. Papai foi atropelado este ano e rolou no asfalto feito Jack Bauer e foi atender no consultório todo esfolado e com um hematoma absurdo na perna esquerda (graças à academia, que lhe deu músculos e permitiu absorver o impacto da moto que o acertou. Poderia ter quebrado a perna, contou mamãe). Papai tem um quê de Dr. House e eu acho que é por isso que saí essa criatura tão ácida e que pouco se importa com a opinião alheia.
Meu pai é um dos poucos que tem meu respeito por inteiro, por completo. Mesmo ele estando errado, sempre está certo.
E acreditem, até hoje tenho medo dele. Quando eu era pequena, poucas vezes o vi sair do sério. Mas quando isso aconteceu, vixê... Bom, esse meu medo é nada mais, nada menos que puro respeito concentrado e latente. E ele tem meu respeito integral, visceral. Além da admiração, claro.
É louco esse negócio de viver longe dos pais... Praticamente metade da minha vida, a educação que tive, fui eu mesma quem proveu. E eu só consegui me manter sozinha, íntegra e incorrompível, graças à excelente educação que tive até meus 16 anos, quando vivi full time na casa dos meus pais. Esta educação que tive, sem dúvida nenhuma, é meu maior bem.
Mas tudo isso para dizer que papai me ligou hoje. E ele foi especialmente fofo:
- Liguei para saber se você está boazinha (adoro quando ele usa diminutivos carinhosos). Faz tempo que não nos falamos, queria saber como você está...
Fiquei emocionada e me deleitei na conversa fiada que puxei com papai. Falamos de tudo, sobre tudo. Sabe aquele seu melhor amigo que você carregaria no colo? Papai é assim pra mim.
E entre outras coisas fofas e cheias de ternuras, soltou um desabafo que me fez ganhar o dia e me fez rir pro resto da noite:
- Filha, não sei o que acontece com a sua mãe. - falou preocupado.
- O que acontece, pai?
- Sua mãe minha filha, comprou uma porrada de livros de piadas e fica decorando todas pra fazer os outros rirem.
- Hein? Como assim???
- É, sua mãe foi na banca, comprou um monte de livrinhos do Costinha e virou piadista!!! Não sei mais o que fazer! Ela conta piada o dia inteiro!
- Pai, acho que resta-lhe dar risadas - falei às gargalhadas.
Depois fiquei pensando: com os anos, meus "velhos" estão cada vez mais comédia! Que idéia a de mamãe! Genial!!! Apóio muito! Aliás, apóio toda e qualquer coisa para a diversão deles. E de verdade? Quando olho para os dois, percebo que os anos se passaram, mas percebo também que eles estão cada vez mais jovens. Se divertem juntos, sempre estão de bom humor, vivem a vida com saúde, com alegria, rindo e fazendo piada de tudo. E isso me nutre de tal maneira a ponto de me fazer perder o sono pra ficar pensando no quanto sou privilegiada, tamanha felicidade de viver e tê-los assim, numa boa, sempre bem.
Pode me faltar tudo nesta minha vida: dinheiro, emprego, saúde, vigor. Mas uma coisa nunca me faltará: a alegria de tê-los como meus pais (porque eles eternamente serão meus pais). Eu tenho a maior riqueza que uma pessoa pode querer: uma família estruturada, pais que se respeitam, se complementam, se amam verdadeiramente; eu tenho "alegria de viver" brotando do chão da nossa sala de jantar. E por isso, e só por isso, que eu acredito no amor eterno entre duas almas que vão se encontrar ao longo de toda a eternidade. Porque viver e ser criada num lar que tem respeito e amor, é para poucos.
Uma ligação como a que eu recebi hoje, cura qualquer tristeza, transborda em saudades, revive lembranças maravilhosas, trás alto-astral, risadas e muito amor, muito amor mesmo.
E eu meus caros, desfruto e aproveito desse amor every day, mesmo estando a quilômetros de distância, com todo o meu gosto e com toda a felicidade que pode me caber.
Aproveitem seus pais. Aproveitem seus filhos. Aproveitem aqueles que vocês querem bem. Eu, pratico isso sempre que posso. Sempre que posso telefonar, pratico sempre em pensamentos. Eu SEMPRE digo aos meus pais o quanto os amo. E acho, que todos deveriam fazer o mesmo.
Porque tudo isso é MUITO, MUITO BOM!
AMO MUITO!
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Nublou
TPMática em féiras.
Volto quando der vontade ou quando meu cérebro voltar a funcionar. Ou, se eu sair no braço com alguém (hahaha! eu "se" divirto!)
No mais, vou me entrenter com as listas de comprinhas internacionais.
Adoro!
domingo, 27 de setembro de 2009
WEB, ou, os números também falam
Tenho estudado por conta e minha esperança de ganhar chão é muito grande. Lógico que só estou engatinhando, mas acredito que em breve terei o conhecimento que desejo. Porque as coisas na Web são assim, fáceis, rápidas, recicláveis e o mais importante: só depende de você. Tem conteúdo espalhado pela rede a "dar com rodo". E tem muito lixo também, mas é perfeitamente possível se aprimorar com o conteúdo que a rede oferece. Basta saber selecionar, moderar e se aprofundar no que te interessa. E isso meus caros, para qualquer tipo de assunto.
No meu caso, ainda tenho a sorte de ter um Japonês à tiracolo que é auto-didata e defende que dá sim pra fazer um pós via Web, com o conteúdo que você escolher. Concordo. E ele está me ajudando e treinando. Uma enciclopédia o rapaz.
Lembro-me que, quando vim de Minas pra cá, não sabia ligar um computador. Tinha dificuldades de armazenar arquivos, não entendia nada sobre as memórias, nada sobre hadware.
Passaram-se longos 12 anos. E hoje, eu tenho a certeza de que meu mundo profissional se perfaz dentro da Web. Logo eu que busquei trabalhar numa grande agência (acabei caindo numa grande produtora); justo eu que queria trabalhar numa grande editora (e fui trampar numa grande agência de eventos). Acho que da Web, só saio para atuar na redação de alguma revista, ou quem sabe, na redação de algum site ( que seja de beleza).
Mas eu me sinto bem no mundo online. Me sinto bem no meio de gráficos, estatísticas, porcentagens. Só não sirvo para fazê-los, mas adoro observá-los, analisá-los.
Não sei, mas deve estar aí meu futuro profissional. E assim, vou querê-lo e buscá-lo. Depois conto no que deu.
Justo eu, que queria tanto escrever um livro, acabei analisando o comportamento dos números. Porque esses sim, têm muito a dizer. Talvez até mais do que simples grupos de letras (tirando a Bossa Nova, é claro!).
sábado, 26 de setembro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Eucentrismo
Segundo o dicionário online Michaelis, egocentrismo é o estado da pessoa especialmente interessada em si mesma e em tudo quanto lhe diga respeito, normal nas crianças de menos de sete anos. Entenderam? Normal nas crianças com menos de 7 anos. Depois o bichinho (criança) cresce e entende que faz parte de uma sociedade que dita regras, é regida por leis, com sistema econômico e monetário e outras complexidades mais. Depois ela aprende que tem guerra lá fora, se sensibiliza com a condição dos flagelados, procura uma ONG pra ajudar. Enfim, cada um faz o que está ao alcance para ajudar a sociedade, de maneira global, com os artifícios que estão ao seu alcance.
Voltando à “vaca-fria”. Eucêntrico é um termo que não existe. É, na verdade é meio que metafísico. O termo não existe na língua portuguesa, mas existe uma cassetada de Eucêntricos por aí. Coisas que só a psiquê associada à linguística explicariam. Ou não. É que conviver com seres egocêntricos demais dá nos nervos. Só pode ser karma de vidas passadas. Daí que tem gente que extrapola as condições do egocêntrico. Como se fosse possível... Mas é, gente! É possível! E acho que nem a psicologia entenderia. Mas nem o Pequeno Príncipe, que tem todos os motivos do mundo pra ser egocêntrico, se tornou um.
Sobre as características da pessoa Eucêntrica, basicamente pode-se aplicar:
- O mundo só acontece porque “você” existe.
- O planeta gira em torno do sistema solar? Nãããããããão, o sistema solar gira em torno do eucêntrico.
- Tudo acontece na hora e do jeito que o eucêntrico deseja. E “AI” se não for assim. É piti e esperneação na certa, com um certa dose de manha, claro.
- Para o eucêntrico, não se aplicam leis da física, morais, fiscais. Só se aplicam as leis da física, morais, fiscais desde que "eu" concorde e que elas sejam aplicadas quando "eu" determinar.
Entenderam? Egocentrismo é fichinha. Conheço uma caralhada de gente assim. Às pampas, aos baldes. E não tenho a menor paciência.
Ah! E para os desavisados, segue este texto sobre a minha pessoa. Se interessar. E só pra constar.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Sobre as marcas definitivas
E por enquanto, não pretendo tê-las.
Ana, disse que isso é coisa de taurino. Vai ver, taurinos não gostam de marcas definitivas. São seres em contante mutação e gostam da vida sem muitas amarras, sem muitos dizeres ou significados.
Bom, comigo a coisa se manifesta com um certo pavor. Não pela dor da agulha, mas por saber que é definitivo e impossível de ser revertido. Não sei lidar muito bem com coisas impossíveis.
Ana então questionou sobre cicatrizes, mas fora as estrias, não as tenho. Apenas a bicada de meio centímetro no dedão direito oferecida pelo papagaio lá de casa. E só.
Ana ainda acrescentou que não tive o insight ainda porque não tive motivação suficiente, o que acho bem provável.
Mas toda essa discução começou porque Ana fez uma tattoo e me mostrou a foto. E eu gostei muito porque o significado da tattoo nova de Ana tem muito a ver com algumas de minhas crenças.
Abaixo, texto extraído do blog da Ana, Pensamentos Fugitivos. Aliás, esse texto é excelente para nos fazer pensar mais profundamente sobre as coisas que têm significados para a gente. E o que realmente é importante para nós.
As palavras são de Ana, e o pezinho também (dã).
Ana, desejo que seu mais novo símbolo traga de fato muito força e muita sorte! Beijinhos!
" MAKTUB
Maktub é uma palavra de origem árabe, cuja tradução literal se faz em algo como "estava escrito".
Porém, seu significado vai além. Ela representa um pensamento filosófico - religioso que eu, particularmente, me identifico demais.
Buscando pela web, é fácil encontrar uma interpretação equivocada de tal pensamento.
"Estava escrito" não remete à ideia de que nosso destino é imutável, e que não temos livre arbítrio. É ignorância dizer que Maktub remete a uma submissão do Homem a Deus.
Nenhum espírito chega a esse mundo aleatóriamente, jogado numa condição, num país, ou mesmo em uma família a esmo.
Há quem acredite (oi, eu!) que antes de ingressarmos na vida por aqui, escolhemos e aceitamos as lições e as tarefas pelas quais deveremos passar. É aí que entra o Maktub!!!!!
Numa analogia bem simplificada...quando uma criança é matriculada em uma escola, tem - se o intuito de formá-la, de ensinar - lhe um conteúdo pré estabelecido...porém, é ela e o mundo que a cerca, que irão definir como será essa jornada.
Assim sendo, nosso livre arbítrio é preservado. Somos nós que fazemos nossas escolhas, que trilhamos nossos caminhos.
Mas, por não sermos oniscientes, e nem tampouco pacientes, a não compreensão de alguns fatos, nos leva ao sofrimento.
É aí que entra o tal "Maktub".
É a resignação...a aceitação e a fé de que existe um sentido maior, algo que a gente simplesmente ignora.
Para tudo há uma razão e, enquanto ela não fica clara, naturalmente contestamos, questionamos. E, se ela for de encontro à nossa vontade então, aí pronto...natural que uma pessoa pense "por que eu? Por que não eu?".
Se, ao invés de perdermos tempo e energia nesse questionamento, nos concentrarmos em buscar uma razão positiva, um aprendizado, o consolo sempre baseado na certeza de que Deus jamais castiga, jamais quer nosso mal, a vida ganha um brilho de paz.
Nem sou tão religiosa assim, eu juro!
Porém, uma passagem da minha vida, que foi extremamente dolorida, faz muito, muito sentido hoje.
Eu encarei um câncer, e, na1quele momento, ao invés de lamentar, eu briguei. Lutei, acreditei, não desisti.
Mas...por que Deus daria a uma jovem de 29 anos um câncer tão agressivo? Ou, uma leucemia a uma criança????
Jamais questionei as razões...encontrei alívio e força na certeza de que aquilo, em algum momento da minha vida, faria sentido.
E FAZ!
O Câncer abriu meus olhos, salvou, literalmente a minha vida!
Juro q, se pudesse voltar no tempo, não mudaria absolutamente nada....então, "estava escrito", tinha que ser assim!!!!!!!!
Não é minha intenção convencer, ou explicar o significado dessa palavra a alguém e sim, discorrer sobre o que ela é para mim...e, foi por isso que decidi transformá - la em uma tatuagem!
Minha 4º...
Doeu menos do que eu imaginava, mas, eu sou bem tolerante à dor, então, não conta....
Com ela estampada em mim, lembrarei de ser mais paciente, de exercitar a minha fé diante de uma dificuldade. Não mais inquietarei minha alma, tentando entender aquilo que, por vezes não somos capazes de entender.....
Num sincretismo religioso com o Catolicismo, EU interpreto o Maktub como "seja feita a Vossa vontade"....
Que me traga muita força e muita sorte!"
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Calças brancas são preocupantes
Calça branca é podre de chique.
Bom, eu acho e gosto não se discute.
Lamente se quiser.
O fato é que calça branca e de alfaiataria é lindo demais. Com uma camisa rosa/azul/amarelo/verde claro, um casaqueto branquinho e um peep toe, fica elegante e fino.
Mas MANO, qual é a mulher que consegue usar uma calça branca sem se preocupar com alguma coisa? Tipows, óbvio que vai sujar. E você fica olhando para os lugares antes de se sentar no restaurante ou na mesinha do bar para um happy hour. Fica regulando o seu filho de 2 anos com medo do moleque grudar na sua perna com a mão melada de pirulito. Passa longe do cachorro e sequer alimenta o bichinho. Ou ainda, anda olhando pra baixo pra evitar da barra tocar em algo encardido.
Depois, tem as neuras:
- tá marcando? Tudo quanto é espelho é desculpa pra ver se a calcinha tá pegando em algum lugar. Ou pior: tá aparecendo as "celúlas"? Porque né, calça branca marca celulite sim.
- será que vai chover? Porque aqui em São Paulo, nada é definitivo, inclusive o "firmamento". Amanhece um dia lindo-absurdo e lá pelas 3 da tarde, mundo desaba e tudo vira lama do Tietê.
Pra usar calça branca tem que ter preparo e destreza. Mas tô falando de branca-alba, cor de folha de sulfite. Calça clara tem às pampas e a "cru" não é tão complicada de usar. Mas a branca... A calça branca te deixa anti-social, afinal, você desprezará quem tocar em você; te faz passar um stress ferrenho pra achar o modelo certo da calcinha; te faz passar calor porque pra disfarçar as celulites, tem que usar uma meia calça sufocante por baixo; e te faz ter um ataque histérico se o cílio do seu colega cair na sua coxa esquerda.
Conclusão:
Calças brancas são lindas. Nas modelos da SPFW.
Calças brancas não são nada práticas e ainda destacam o seu traseiro.
Calças brancas são inimigas da celulite.
Se você é uma mulher que sofre de TPM (oi!), calças brancas darão a impressão de que você engordou uns 3, 4 quilos neste período. O que pode ser um problema porque na TPM o espelho costuma ser cruel e distorce bem o que vemos nele. As celulites ficarão ainda mais gigantes, a calcinha fio dental nude de supermicrofibra que você comprou para usar com a calça ficará apertada, e suas banhas pularão com mais vontade saltando cós da calça a fora.
Calças brancas, sujam. Fato.
Calças brancas te afastam das pessoas.
Calças brancas são lindíssimas, mas são um saco.
E mesmo assim, mesmo sabendo disso tudo, quero porque quero o modelo abaixo:

A foto é da coleção verão da TVZ, extraida do lookbook, no site da marca. Aliás, tô em desespero com a coleção inteira. E diante disto, só uma coisa permeia minhas idéias: quando será que vai chegar o meu dia de ser rica?
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Repaginada
Pra ver se renova, pra ver se dá vida, sentir se modifica.
Sandrinho foi comedido desta vez, mais do que nas anteriores. Ele cortou, mas não "enfiou" a tesoura como pedi. Disse que cabelos como os meus, precisam ser preservados. E quanto mais tempo aguentarem compridos, menos saudades sentirei lá na frente. Porque até cabelo tem tempo de vida.
Mas fato é que não me vejo mais de cabelão-cortinão. Coisa louca isso. Justo eu que lembro de mim com cabelos curtos aos 5 anos. E depois disso, cabelo deve ter crescido quilômetros.
Nunca foram pintados, como já disse. E Sandrinho tem verdadeira loucura por cabelos virgens. Quando vou lá, ele fica passando as mãos no meu cabelo infinitamente. Tece elogios e fala que jamais pintará meu cabelo. Nem com henna. Enfia os dedos por baixo da minha cabeça e pede pra eu fazer cara de modela.
Bom, só não acha isso ridículo quem de fato tem uma relação de anos com seu cabeleirieiro de estimação.
Pois bem, Sandrinho, aquele bandido, deu-me uma franja. Ohoho! E que bela franja. Ainda estou me habituando ao franjão de lado. Comprei vários aparatos para tentar prender o cabelo liso que me compete, mas a franja nova é meio rock star, vive no meu olho. Aliás, de todas as flores em tic-tac que adiquiri, nenhuma sobrevive a 15 minutos no-mesmo-lugar-sem-piscar. Cai tudo, sou um fiasco com adereços capilares.
Mas eu tava mesmo é pensando se o tamanho do cabelo é inversamente proporcional à nossa segurança. Porque é meio isso que sinto hoje. Quando eu era adolescente e era burra (já diria Marcia Tiburi) o comprimento do meu cabelo era inversamente proporcional ao tamanho da minha auto-estima. Quando ela era nula, o cabelo era absurdamente imenso e cobria tudo, inclusive a minha noção das coisas. Mas daí que a gente fica gente grande, começa a se virar sozinha, levar um monte de foras, pagar as contas, dar a cara pra bater e cabelo comprido não te protege de nada minha amiga, NA-DA. Aí bicho, você se fode inteira, apanha do destino, levanta com a moral e quando você menos espera, percebe que cabelo é mero detalhe. Que cabelo cresce, que cabelo é o que é porque depende de você.
E eu cansei de cabelón com franjón compridón escondendo meu carón anguloso que Sandrinho qualifica como "exótico". Toda vez que Sandrinho fala que meu rosto tem um formato exótico, me sinto aquele passarinho australiano de plumagem vermelho-sangue e que pia lindamente - vai entender.
Eu quero é cabelo ao vento (clichezão made in filme Hair, porém inevitável).
A real é que nunca ousei. E estava pensando que se eu ousar, as coisas podem melhorar. Não que estejam ruins, mas sempre dá pra ficar muito melhor.
Acho que cabelos mais curtos rejuvenescem. No meu caso, no meio das costas já tá bom. E meus fios são versáteis, meio lisos/ondulados e cacheados quando me esforço.
Humm... tô pensando numa revolução na minha cabeça (nos dois sentidos).
É, vou pensar em voltar em Sandrinho e tocar o terror nas tesouras do kit importado dele. Quem sabe, vira mágica? Porque se estou gostando de Le Franjón no testón, um repique aqui e um desgrenhado ali podem me valer alguns anos a menos.
Pensarei até o fim do mês na repaginada relâmpago.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Quando a intimidade atrapalha
Eu e minha necessaire assumimos um caso de amor eterno enquanto durar os produtos que nela residem. Mas é uma coisa louca, toda hora a bichinha tá na minha mão. Nunca pensei que uma necessaire seria tão necessária-absoluta.
Entrei na fila da farmácia pra pagar um esmalte e um batão. E fui com força na necessaire, crente que era a minha carteira. Oks, passei a fila inteira com a necessaire na mão, abri a bonita na frente da menina do caixa e estou eu lá, a caçar meu cartão de débito em meio à sombras, batons, lápis de olho e espelho. A moça do caixa ficou me olhando desconfiada e devia estar pensando assim: "Que bizarra essa mina guardando cartão de débito em necessaire de maquiagem? Tem louco pra tudo...".
E eu minha gente, sequer me toquei que estava a caçar as finanças na bolsa que abriga a estética. Lá pelas tantas, a caixa disse:
- Você não teria guardado seu cartão na sua carteira?
Aiiiiinnnn, que vergonha. Fiquei vermelha, roxa, azul, multicolorida.
Psicologicamente acho que minha necessaire assumiu vida própria e pula na minha mão toda vez que abro a bolsa, tamanha minha necessidade dela. E assim, nós somos muito íntimas e amigas, coisa que só uma mulher pode entender.
Acho que não vivo mais sem ela e ela não vive sem mim. Meu medo é começar a sair de casa com kit manicure, kit pincéis não tão básicos-necessários e kit depilação por aí. Haja bolsa.
Minhas necessidades de beleza estão começando a se superar... Acho que tenho TOC, mas não tô a fim de me tratar... Porque ser mulherzinha, tem lá suas vantagens e é bem divertido...
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Melissa com poesia - Por Los Hermanos
E eu gosto dela tanto quanto curto Los Hermanos e tanto quanto gosto das bandas do Sul desse Brasil.
E aí que a música acabou no iPod e bateu saudade de Chicó-ó-paí-ó.
A letra tá aí, cheia de uma poesia simples e bonita (depois procuro o vídeo). A música é lenta, tocada e cantada sem pressa. Todos os "ss" dos plurais são ditos e claros. Acalma. Mas é curtinha que só. Só dá dó. Gosto muito.
Melissa
Los Hermanos
Composição: Marcelo Camelo
Melissa premissa de vida
Amiga atiça o amor
Melissa cobiça esquecida
Castiga meu peito de dor
Eu sofro o dobro o mundo
Mas num segundo ganho a paz
Pois teu sorriso mudo
Pra mim é tudo e nada mais
Despeito de ti nunca mais
Meu beijo é teu por direito
Pra dá-lo a ti sou capaz
De dar a volta ao mundo
No segundo mais veloz
Te juro eu faço tudo
Pra poder ouvir tua voz dizer
Que gosta de mim
Mesmo sendo como amigo
Que gosta de mim
Que eu sou teu preferido
Que gosta de mim,
Mesmo sabendo que eu sou, assim, amor
Meio acanhado
Pra ouvir a música, é só clicar em Play (dã):
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Quando há males que vêm para bem
Tive um acidente doméstico na segunda-feira e ferrei com o pé direito. Bom, só quem está sujeito à serviços domésticos sabe bem o que é se machucar em casa. Coisas de quem se vira sozinho.
O ocorrido: lavagem do banheiro. Lá pelas tantas, escorreguei e para me apoiar, pisei na primeira coisa que estava na frente. O trilho do box do banheiro. Ohoho! Que sensação mais legal...
Cara, que burrice! Mas assim, geralmente quando este tipo de coisa acontece, você meio que não vê nada pela frente. Quando me dei por mim (?), já era.
Poupar-lhes-ei dos detalhes sórdidos do ferimento. O fato é que ganhei férias!!!
É, na verdade eu não bem ganhei, me dei porque né? Pisar na chon com o pé retalhado é meio mals (ou seria maus? Ok, who cares?). Férias em pleno dilúvio em São Paulo. Eu olhava pela janela ontem e ficava com dó de alguns mortais que precisaram sair pra trabalhar. MANO, melhor dia pra ficar em casa não tinha. Ainda bem que me abstive de contatos com o mundo real. Mamãe até telefonou perguntando se eu já tinha me afogado.
Péssimo.
Mas vamos lá, as vantagens do acidente:
- Ter um namorado incrível e absurdamente sofisticado para lidar com ferimentos.
- Dois ou mais dias em casa sem precisar encarar a fúria das águas lá fora, entre outras cositas más.
- Descanso, tava precisando beeeem de um descanso na tranquilidade da casa nova... Como é bom curtir um cantinho que é seu, com espaço, bonitinho e decorado ao seu gosto...
- Dormir! Hahaha! Os analgésicos e anti-inflamatórios me dão sono e os abajures novos combinados com o chez long do sofá incrementam o clima de paz e moleza boa...
- Mimos, muitos mimos fofos!
E as desvantagens:
- Enjôos por conta do balde de sangue. Como diz o namorado, foi bom para renovar as hemácias.
- Falta de apetite, o que pra mim não é bem uma desvantagem, ajuda a manter o corpinho.
- Dor. Bom, a dor a gente pula porque pra quem dançou flamenco com a unha do dedinho faltando, a dor do trilho não foi nada. Como contei aqui (em texto recuperado com louvor), essa não é a primeira vez que meu pé direito é atacado por minha insanidade.
Conclusões:
- Como um pé são faz falta. Principalmente pra uma pessoa que ama saltos como eu. Mas precisou acontecer isso para eu dar descanso às minhas panturrilhas que estavam desesperadas por uma folga.
- E como coisas ruins podem vir para que coisas boas aconteçam. Acho que o lance é saber aproveitar. Finalmente estou largando a mão de ser geek e olhando mais para mim, mais para o meu bem estar, sem me preocupar tanto com as fontes.
Lembro-me da apresentação de flamenco que citei acima. Fiz um aparato gigantesco em torno do dedo machucado e fui pra luta. Encarei o palco e dancei lindamente faltando-me uma unha. Fiquei orgulhosa de mim, vibrando por ter enfrentado a dor, por ter feito meu melhor. Mas não sei se faria isso hoje... Deve ter a ver com a idade, com a maturidade que só o tempo nos dá de presente. Cada um sabe bem o que é capaz de fazer. Sabe bem onde as coisas lhe doem, onde os calos lhe apertam, até onde vão seus limites.
Já transpus muitos dos meus limites, já desrespeitei muitos anseios do meu corpo. Ignorei o cansaço, superei várias dores de minha matéria. Isso, para provar única e exclusivamente a mim que não preciso ter medo das dores do mundo físico. Essas passam, as feridas fecham, cicatrizam-se e o que fica é a apenas a memória do que um dia foi um machucadinho. Você segue em frente e encara os golpes e cortes que estão por vir.
O problema são as dores da alma. Quantas pessoas por aí têm dor de alma? Quantas pessoas são infelizes, se machucam por dentro, não têm o menor respeito por si? Não respeitam sua dignidade?
Filosofei sobre isso ontem. Ao meu jeito, comigo mesma. E sim, eu tenho dores de alma, mas nada capaz de prejudicar alguém, nada além de provocar dor somente a mim mesma. O que felizmente me agrada, é que sou saudável e o pé ficará bom. O que felizmente me agrada é que acredito que ainda terei muito tempo de vida para cicatrizar as feridas da minha alma e partir leve para um, dois, três estágios acima. O que me faz feliz, é saber compreender.
Como diz o namorado, sabiamente, "de uma gaita faz-se uma sinfonia".
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Tão lindo...
E mais lindo ainda é Japs tirando a música de ouvido e tocando todo fofo só pra me agradar...
domingo, 6 de setembro de 2009
Licença poética para os "desprovidos de humor"
Então, sim, eu sou mal humorada. Sou mesmo.
E me divirto com isso.
Quando eu era piveta, tinha picos de mau humor. Mas era sempre mau humor, em nível moderado ou elevado. Se alguém observava que eu estava mal humorada, aí então, fodia tudo. A constatação positiva das pessoas para o meu mau humor o potencializava de tal forma a ponto de me fazer pilhar de ódio sem o menor remorso.
É sim, eu sou mal humorada. Porque eu não tenho saco de ficar distribuindo sorrisos para quem eu não gosto. Porque não desejo "Bom Dia" pra quem nada me acrescenta. Porque eu não faço questão nenhuma de ser educada com aqueles que não merecem ser bem tratados. Não me esforço para ser simpática. Porque não preciso ser bem-aceita. Porque a opinião alheia não paga as minhas contas. Porque eu "ando" um monte. E porque o mundo gira em torno do meu umbigo sim! Do meu e do seu também!
O fato é que eu nunca tive medo de sentir sentimentos pesados, negativos. Os assumo e sempre os expurgo por meio do meu mau humor, da minha cara feia, que pode durar 2 minutos ou um dia inteiro.
E tem mais, me divirto com meu mau humor! Ele me deixa ser quem eu sou, e por isso - pode parecer antagônico - me sinto leve. Ele me permite fazer o que estou a fim. Se as pessoas me conhecem por mal humorada, ninguém estranha se eu entro e saio de algum lugar sem cumprimentar as pessoas. Não há cobranças, não há julgamentos. Há aceitação apenas. Normal.
Ninguém me enche o saco se estou concentrada fazendo alguma coisa que me entretém. Porque eu não preciso fazer parte da piada para desfrutar dela. E é excelente estar completamente out.
Já reparou como as pessoas respeitam o mal humorado? A real é que o mal humorado não quer ser perturbado. A verdade é que ele é seletivo e só permite que falem com ele, quem ele for com a cara. O mal humorado pode dar a sua opinião sem se preocupar em ser medianamente lobbista, político e diplomático. É, o mal humorado "sai rasgando" sem o menor constrangimento e pudor. É licença poética minha gente, o mal humorado e o Garfield podem.
O mal humorado tá sempre de saco cheio. O mal humorado não quer ser seu amigo. Ele não precisa de amigos. Ele quer ficar quieto, na dele, não se importa com o que você faz, com o que pensa, ele quer que o mundo se exploda!
Ele não quer te ajudar a entender seus anseios. Ele tá pouco se ferrando se você tem problemas existenciais. O mal humorado não oferece ajuda, não tá nem um pouco preocupado se você tá triste ou infeliz.
Mas o rótulo seria mesmo "mal humorado"? O quê seria uma pessoa bem ou mal humorada? O humor é tão maniqueísta assim? Dotado de uma parte boa e uma parte ruim?
Pra mim, o que me falta é humor. Ou você tem humor, ou não tem. No meu caso, falta-me. E só.
Ah meo! Quer coisa mais chata que uma pessoa que não tem limites pra piadas? O tempo todo fazendo graça... Ah MANO, so boring pra uma pessoa como eu, que tem uma envergadura bucal meio restrita pra ficar dando risada full time.
Quer saber? Eu gosto dos mal humorados, que por sua vez, são completamente diferentes dos pessimistas. Os mal humorados são divertidos, têm lá um charme. Arriscaria dizer que são até engraçados na sua "ranzinzice".
Tá aí, eu assumo meu mal humor com orgulho. Eu gosto de ser assim. Porque é fácil fingir o bom humor, porque é fácil simular simpatia.
Foda é se aceitar na sua essência e ainda gostar dela.
sábado, 5 de setembro de 2009
Parada pra reflexão
1. Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?
Acho que eu teria uns 21 anos...
2. O que é pior: errar ou nunca tentar?
Opa, pior é não tentar. Para os erros existem as desculpas, a borracha e a amnésia.
3. Se a vida é curta, porque fazemos muitas coisas que não gostamos e gostamos de muitas coisas que não fazemos?
Não acho a vida tão curta assim... Acho que a vida de cada um tem o tempo certo, acontece num período determinado, do jeito que tem que ser. E acho que esta vida aqui, é um teste para a evolução. Logo, fazer o que se gosta ou não, é uma questão de oportunidades e escolhas.
4. Quando tudo foi dito e feito, você disse mais do que fez?
Sempre faço mais do que deveria. Sempre falo mais do que gostaria.
5. Qual é a coisa que você mais gostaria de mudar no mundo?
O desequilíbrio das pessoas. Pessoas ultimamente andam muito desequilibradas, inclusive eu.
6. Se felicidade fosse a moeda nacional, que tipo de trabalho o tornaria rico?
A arte. Fazer arte, com certeza.
7. Você está fazendo o que você acredita ou você está regularizando o que você está fazendo?
Nem uma coisa, nem outra. Estou apenas buscando oportunidades e desenvolvendo a minha fé.
8. Se a média de vida humana fosse de 40 anos, como você viveria sua vida?
Aproveitando cada minuto ao lado daqueles que amo.
9. Até que nível você acredita que controlou o curso que sua vida tomou?
De 0 a 10, acho que controlei 8.
10. Você está preocupado em fazer as coisas corretamente ou fazer as coisas certas?
Não tenho medo de errar. Faço o que acho certo e da forma que julgo correta. Se der certo, aprendi com o acerto. Se der errado, saberei como acertar da próxima vez. E bola pra frente.
11. Você está almoçando com três pessoas que respeita e admira. Eles começam a criticar um amigo próximo, sem saber que você é amigo dele. O criticismo é estranho e injustificável.
O que você faz?
Deixo que falem e me abstenho de comentários. Não costumo sair em defesa de Alguém. Cada um pensa como quer, da forma que quer e o bom senso tá aí pra isso. Para mim, basta a opinião que tenho e não sinto necessidade de dividí-la.
12. Se você pudesse dar um conselho para uma criança que acabou de nascer, qual seria?
Seja 100% verdadeiro.
13. Você quebraria uma lei para salvar uma pessoa que ama?
Com absoluta certeza.
14. Você já viu insanidade onde depois você viu criatividade?
Sim, e vice-versa.
15. O que é aquela coisa que você sabe que faz diferente da maioria das pessoas?
Não tenho receio de dizer o que penso. Defendo a verdade sempre! Doa a quem doer, custe o que custar, machuque quem machucar.
16. Quais são as coisas que te fazem feliz, mas não fazem todo mundo feliz?
Minhas conquistas, meus princípios e meus êxitos.
17. Qual é a coisa que você ainda não fez e que gostaria de fazer? O que te impede?
Gostaria de viajar mais. Não o fiz porque não tenho dinheiro suficiente. Ainda.
18. Você está se segurando em alguma coisa que você precisa se desfazer?
Nunca. Se preciso me desfazer de algo, não tenho o menor pudor em fazê-lo imediatamente. Não guardo coisas inúteis, seja objetos ou coisas materiais, lembranças ou pessoas. Me desfaço de tudo que nada me acrescenta.
19. Se você tivesse que se mudar para um estado ou país além daquele que você mora, para onde você iria e por quê?
Iria para os EUA - Nova Iorque. Iria porque sou capitalista ao extremo, porque gosto da língua deles e porque sou egoísta.
20. Você aperta o botão do elevador mais de uma vez? Você realmente acredita que ele fica mais rápido?
Aperto sim, mas é porque tenho tique-nervoso.
21. Você prefere ser um gênio preocupado ou um simples pateta?
Um gênio preocupado.
22. Porque você, é você?
Porque gosto de mim assim. Porque eu me respeito. Porque sou autêntica. Porque é assim que eu sou e o problema é de quem não gostar.
23. Você é o tipo de amigo que você quer como amigo?
Não sei... Acho que não, e tenho lá minhas razões.
24. O que é pior, quando um grande amigo se muda, ou perde contato com um grande amigo que mora bem perto de você?
Amigos são amigos, onde quer que estejam.
25. Pelo que você é mais grato?
Por ter tido a chance de sair de casa tão cedo e descobrir qual a real da vida. Por ter os pais que tenho e a educação que eles me deram. Por saber me respeitar e me aceitar como sou. Por simplesmente me bastar.
26. Você prefere perder todas suas velhas memórias ou nunca ser capaz de ter novas?
Tem que escolher uma das duas possibilidades???
Ah não, passo.
27. É possível saber a verdade sem desafiá-la primeiro?
Sim, a verdade é uma força que não se desafia. Ela é maior do que qualquer vontade humana, mais poderosa do que qualquer julgamento, bastante implacável e impetuosa. A verdade não tem dó dos mentirosos, não poupa os enganadores e despreza os fracos de caráter. Você pode não vê-la, mas ela está lá, impávida. Uma hora sairá do escuro e só resistirão à sua fúria, aqueles que a respeitam.
28. O seu pior medo se tornou realidade?
Ainda não, mas ele é inevitável e estou me preparando para isso.
29. Você se lembra aquela vez que você ficou extremamente chateado há 5 anos?
Me chateio profundamente todos os dias, já virou rotina.
30. Qual é a lembrança mais feliz da sua infância? O que a torna tão especial?
A minha infância inteira foi feliz, cada minuto foi marcante. Se possível fosse, viveria minha infância para sempre.
31. Em qual fase no seu passado recente você se sentiu mais apaixonado e vivo?
Quando sofri aquele acidente de carro. Naquele acidente tive a certeza de que era apaixonada pelo meu querido. E senti-me mais viva porque a gravidade daquilo tinha tudo para ter matado todos nós. Foi terrível. Estou mais viva ainda porque vi nossos 4 anjos da guarda naquele carro. Realmente eu os vi e entendi muitas coisas a partir de então.
32. Se não agora, quando?
Daqui a 5 minutos? Daqui a meia hora? Dá tempo de eu me maquiar???
33. Se você não alcançou aquilo que procura ainda, o que você tem a perder?
A paciência. Já nasci com a paciência perdida. E perdida ela permanece até hoje. É só o que tenho a perder.
34. Você já esteve com alguém, não disse nada, e saiu sentindo que teve a melhor conversa da vida?
Só em sonho...
35. Porque religiões que apóiam o amor causam tantas guerras?
Porque falta muito para o ser humano ser tornar um ser evoluído...
36. É possível saber, sem dúvidas, o que é bom e o que é mau?
Sim! Sempre sigo minha intuição e assumo minhas escolhas.
37. Se você ganhasse um milhão de dólares, você pediria demissão?
Sim.
38. Você prefere ter menos trabalho para fazer, ou mais trabalho sobre o que gosta de fazer?
Mais trabalho sobre o que gosto de fazer.
39. Você já sentiu que viveu um dia 100 vezes antes?
Sim, já tive vários déjà vus.
40. Quando foi a última vez que você andou na escuridão com apenas uma pequena faísca que você realmente acreditava?
Faço isso todos o dias.
41. Se você soubesse que todo mundo que você conhece fosse morrer amanhã, quem você visitaria hoje?
Com certeza meus pais.
42. Você diminuiria sua expectativa de vida em 10 anos para se tornar alguém famoso?
Sim. Não tô a fim de viver muito tempo, só por isso.
43. Qual é a diferença entre estar vivo e realmente viver?
Não há diferenças. Estar vivo é viver e ponto.
44. Quando é a hora de parar de calcular riscos e recompensas, e simplesmente seguir em frente e fazer o que acredita ser correto?
Sempre fazer o que se acredita estar correto. E nunca se esquecer das verdades.
45. Se nós aprendemos com nossos erros, porque estamos sempre com medo de cometer um erro?
Porque quando se acerta, não há julgamentos.
46. O que você faria de diferente se soubesse que ninguém iria te julgar?
Não faria nada de diferente, lido bem com julgamentos e aqueles que me julgam. Na verdade, não me interesso por aqueles que me julgam, o que importa é o que eu acho e penso.
47. Quando foi a última vez que você percebeu a som da sua respiração?
Ontem, enquanto trabalhava de fones nos ouvidos.
48. O que você ama?
Os bichos, a natureza.
49. Daqui a 5 anos, você irá se lembrar do que você fez ontem? E um dia antes? E outro dia antes?
Por que não lembraria?
50. Decisões estão sendo feitas agora. A questão é: Você está fazendo-as por si mesmo, ou está deixando que outros as façam por você?
Minhas decisões são minhas, só dizem respeito a mim. Nunca permiti e jamais permitirei que alguém se meta nisso.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Capisce?
- Quer mesmo saber?
- Sim, você sempre fala, mas eu nunca assimilo...
- Então pra ficar mais fácil: eu torturo dados, trabalho com tortura de dados, capisce?
- Humm... acho que capisco...
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Música em homenagem
E eu fico feliz o dia inteiro :D
MELISSA
Bidê ou Balde
Te fiz um rock, Melissa
Pode crer que é sobre amor
Mas eu não sou publicitário
E a minha vó é de Bagé
Eu te escrevi uma carta
Cheia de frases de impacto
E se precisa alguma coisa
É só pedir que eu faço
Se tu quiser que eu te leve eu aprendo a dirigir...
Se tu quiser que eu te leve eu aprendo a dirigir...
Te fiz um mambo, Melissa
Sobre cegos na Polônia
É sobre o teu umbigo furado
Teus olhinhos puxados
É sobre a tua pele branquinha
Pronta pra ficar morena
Se não tiver como ir pra praia
Não precisa nem estalar os dedos
Se tu quiser que eu te leve eu aprendo a dirigir
Se tu quiser que eu te leve eu aprendo a dirigir, Melissa!
A versão acústica é a maaaais legal :D
Eu AMO essas bandas do SUL. Cachorro Grande também é fenomenal!!!
:D
E o melhor do vídeo é o Roger e o Roger falando no final: bom pra caralho!
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Carta aberta - À uma das anônimas, que me ama (ou odeia) muito
Eu sei quem você é. Sempre soube. E como as coisas não ficam no escuro quando se faz algo mesquinho e fétido, acabei por "descobrir" o que já sabia.
Quero dizer como você é digna de pena. Sei que lê este espaço todos os dias na esperança de explorar mais a minha vida, de saber mais sobre ela visto que não somos amigas há muito tempo. Ou quem sabe, lê este espaço para nutrir mais a raiva e inveja que sente por mim. Bom, graças a Deus percebi logo toda a sua podridão, toda a sua falta de caráter. Percebi o quão asquerosa uma pessoa pode se tornar. Percebi o quão burra uma pessoa pode ser. E percebo agora o quão covarde alguém que teoricamente tem um nome, faz-se de anônima para dizer o que pensa. Que triste se esconder atrás de uma máscara para dizer o que pensa. Aliás, quantas máscaras você tem? Várias? Pois todas cariam sobre os meus pés, e venho pisando em cada uma delas a cada dia que passa...
Sei que você se dói com cada indireta que escrevo. E sei que tenta disfarçar essas indiretas com um monte de mentiras. Já se perguntou se essas indiretas são realmente para você? Ou a carapuça lhe serve sempre? Perderia eu o meu tempo tentando agredir com palavras uma anônima num espaço que é meu? Você me conhece bem, pode tirar suas conclusões. Aliás, apenas como adendo, mentira é você, mentira é seu nome, não poderia ser diferente.
Ah! Não foi trabalhoso recuperar tudo, foi um prazer, questão de dois dias, ou menos. Li e reli coisas que escrevi e que me orgulham bastante.
Pois o TPMática está aqui, vivo, forte e limpo, pra quem quiser ler e criticar. Está aqui porque todos os meus textos foram resgatados com a ajuda do namorado maravilhoso que vive comigo, e que tenho certeza, é alvo da sua inveja também. Aliás, ali, lá no fundinho, eu e você sabemos o quanto você me inveja, né não? Inveja porque eu sou autêntica, porque eu sustento os meus princípios, porque eu sou forte e porque não preciso fazer estardalhaço para chamar atenção. De fato, não preciso disso.
Então, mais uma vez, entenda porque de mim, você terá apenas e tão apenas desprezo. Além da minha ignorância plena, gratuita e total.
Como já disse, desprezo é o melhor que posso oferecer a seres de baixo nível, a seres que precisarão nascer muitas e muitas vezes para evoluírem nas suas insignificâncias.
Outra coisa: cuidado com o que você deseja. Principalmente, cuidado com o que você deseja para mim. Pois o que de bom ou mal você desejar, volta para vocês, 3 vezes mais forte. Te garanto isso. E, cuidado de novo, você pode ser o seu próprio abismo.
Conselho: Espiritualize-se. Procure a verdade em você. Reconheça-se como fracasso onde tiver fracassado. Esqueça a competição. Porque de uma coisa eu tenho certeza, não sou a última bolacha do pacote, mas sou bem mais evoluída que você.
Então, boa sorte na sua evolução, boa sorte no seu caminho.
E desejo várias coisas à você: primeiro, desejo que você me esqueça. É perfeitamente possível você caminhar sem a minha amizade e respeito. De fato, você não os tem mais, mas tem meu perdão (olha como eu sou generosa!)! Segundo, busque a sua própria estrada, não queira caminhar o caminho dos outros, a tendência é que você viva de tropeços. Terceiro, não se meta com pessoas que você não conheça completamente. Porque assim como há pessoas mais fracas que você, existem as mais fortes também. E eu meu bem, sou muito melhor que você.
Beijo no coração e obrigada pelas más lições. Serviram para me fortalecer e para identificar o que é completamente ruim e o que é completamente bom em alguém.
Rezo pra você, pelo menos umas 10 "Avê Maria" por dia. Porque, né? É o máximo que eu posso fazer por um ser tão cretino e pérfido.
Em sendo assim, recado está dado.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Jogando limpo, e pesado
Eu não sou o supra-sumo da educação e já admito isso antes de mais nada. Como já disse, pra ter minha educação, tem que merecê-la. Caso contrário, é olho por olho, dente por dente porque não tenho medo de barraco. E como disse Melissa Cadore depois de espancar Ivone (vou levar essa cena para sempre comigo), "Eu sei ser phyna, quirida, mas também sei ser chave de cadeia".
Dito isto, vamos à dissertação.
O que faz uma pessoa se sentir melhor que a outra? Que porra é essa tal de soberba que existe no ego de alguns infelizes? Manja aquela velha história de "escolha alguém do seu tamanho pra brigar"?
Eu fico pensando no que passa na cabeça desses psicopatas que têm em suas cargas genéticas a propensão para humilhar, sem dó, os outros. Na boa filhão, se tá todo mundo nesse planeta, brigando pra sobreviver every day, ninguém é melhor que ninguém. Senão, com certeza os fodões estariam em outro plano, em outro mundo, em outro espaço muito mais evoluído. Se veio parar aqui, engula sua arrogância e entenda que esta vida é de aprendizagem e o que se faz aqui, é a passagem para uma vida mais evoluída depois que partirmos para uma melhor (ou pior).
Porque né, antes de mais nada, antes de ser gente, a gente é bicho. Só que somos bichos que entendem o conceito do que é respeito, do que é ensinamento, do que é evolução. Isto posto, não tem desculpa pra destratar os outros gratuitamente, independente de se ser mais velho, mais rico, mais experiente ou diretor de alguma coisa.
Eu fico de cara com certos alguéns que não sabem tolerar pressão e que por isso, saem distribuindo coices exclusivos, cheios de espinhos e completamente descabidos. Definitivamente não tolero, não aceito e não-tem-conversa.
Esta semana assisti de camarote uma demonstração bizarra de falta de educação misturada com total ausência de noção e humanidade em pleno ambiente de trabalho. Tipows, a falta de noção transgrediu total o respeito que colegas necessariamente precisam ter em ambiente de trabalho e a coisa quase foi pro "mata-mata", "quase briga de rua". Óbvio que a agressão partiu da parte que se acha e se julga superior, atingindo em cheio uma pessoa mais nova e menos experiente, por motivos óbvios.
O mais difícil, é presenciar a agressão e não poder fazer nada. Aprendi de cedo, a não comprar a briga dos outros por inúmeros motivos.
Bom, o fim da história foi de choro de uma lado e completa falta de noção do outro, sem direito a punição. Como diria outra pessoa que conheço, completamente "desnecessário".
Que delicado.
Agora vamos à parte que me toca. Eu tenho uma postura muito precisa diante de fatos assim. Tomo o "meu" partido e foda-se quem quiser.
Resultado: se antes eu ignorava, hoje ignoro, desprezo, tenho asco e nojo. Tudo ao mesmo tempo. A ponto de um simples "Bom Dia" ser capaz de revirar meu estômago e me deixar sem almoço até as 4 da tarde. Imaginem vocês, quando vejo a cara do cidadão soberbo. Minha expressão é de: vou regurgitar, com licença (oho, valeu aí, qui-ri-da! bêjo-bêjo, brigadão pela "aldiênsia"!), vou vomitar em você.
É por isso que admiro as pessoas políticas. As que são neutras. Eu juro, juro do fundo da minha alma, que queria ser assim, imparcial. Mas fracasso toda vez que tento. Minha veia radical da sinceridade grita, a ponto de eu ignorar totalmente o cumprimento e sequer responder à mais ligeira falsidade do "outrem". Porque realmente a falta de educação resvala diretamente no meu físico, a ponto da minha indignação causar-me dor de cabeça, náuseas e visão turva.
Tá explicado a minha cara fechada? Tá explicado porque não quero conversa? Expliquei bem que, mesmo no ambiente corporativo, ainda tenho o direito de escolher com quem quero me relacionar bem e com quem "não" quero me relacionar se a coisa não for profissional? Tá explicado que eu vou pro trabalho pra trabalhar, mostrar resultados, e não ser amiga dos outros? Entendeu?
Então, da próxima vez, lembre-se disto e tenha pra você que eu sou uma profissional que cumpre horário de expediente e não se relaciona com gente imunda e porca.
Carapuça serviu? Então venha tirar satisfações comigo que sou do teu tamanho. Mas fora da empresa, que é pra não ter covardia. Porque o que é pessoal, se resolve na rua.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Tô sofrendo de preguiça...
E o pior é pensar que quando acabar a TPM, vem a menopausa.
E dá uma preguiçca pensar que a menopausa pode ser pior...
Pra quê sofrer tanto, né gente?
Desnecessário isso...
Não que eu seja a favor de parar de menstruar. Mas pow, você já vaza uma vez por mês e esse espetáculo ainda tem que vir acompanhado de sintomas 2 semanas antes?
Cortei sal, cortei doce. Eu sei, a médica mandou comer doces, mas MANO, não dá! Tô a base de frutas secas. E nem assim o inchaço cede. De 3 a 4 quilos a mais no período, em condições normais de temperatura e pressão. Não é justo.
Fora que agora, a agressividade deu lugar à preguiça, ao sono e à falta de vontade.
Tô com preguiça de gente. Tô com preguiça de discordar. Tô com preguiça de falar.




